Artigo: O que comemorar?

Nessa época do ano, comemora-se uma importante e gloriosa data em nosso país – o Dia da Independência. Esta data denotou o fim do domínio português e a conquista da “autonomia política” pelo Brasil. Dito isso, as vésperas de solenizarmos o feriado da Independência é impossível não fazer uma reflexão sobre o que o Sete de Setembro tem a nos dizer hoje?

No dia 07 de setembro de 1822, as margens do riacho Ipiranga o D. Pedro I, gritou a famigerada frase: “Independência ou Morte!”. Todavia, na prática, a história não foi literalmente nesses termos. Os primeiros países a reconhecer a tal “independência” do Brasil foram Estados Unidos e México, já que Portugal exigiu do Brasil o pagamento de, nada menos do que, 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro I recorreu a um empréstimo da Inglaterra.

Ou seja meus caros, já começamos devendo, e as coincidências com a nossa atual situação continuam, além da dívida, o povo mais pobre, além de não ter acompanhado esse processo, se quer entendeu o significado da “independência”, as condições de vida da maioria da população não mudaram e a distribuição de renda se manteve desigual. Vale lembrar que esse era o Brasil de quase duzentos anos atrás. Será que isso mudou?

Segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado no final do ano passado, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior dívida externa. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou a dois anos, que a nossa pátria, tem a segunda pior distribuição de renda entre os países pesquisados, se não bastasse tantas coincidências com o Brasil de D. Pedro, nós estamos apenas na 85ª posição no ranking mundial de IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano, que é um dado utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para analisar a qualidade de vida de uma determinada população.

Se isso não bastasse, nosso país está entranhado de corrupção, nossas estatais mais vangloriadas estão putrefatas com esquemas de desvio de dinheiro público, nosso estado está falido, fruto da má gestão de governantes covardes, que não tiveram a coragem e capacidade de abrir o jogo e tentar soluções, antes das eleições.

Precisamos urgente de ação, pra fazer valer a liberdade da independência, carecemos de reação, pra mostrar que não fugimos da luta, para que no futuro, nosso presente, seja lembrado como um passado de glórias, onde a flâmula da justiça prevaleceu e sonho intenso da igualdade resplandeceu.  Então, orgulhosos também poderemos gritar: Brasil, Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Lucas Cariri, Assessor Jurídico do escritório Guedes Advocacia.

Lucas Carini, Assessor Jurídico do escritório Guedes Advocacia.